Acontece em Curitiba

É o momento de o Brasil decidir se será emergente ou imergente

Publicado por em 04/10/2018 às 18h07

Em tempos de tensão pré-eleições, as empresas brasileiras se mostram apreensivas com as possibilidades da economia nacional. Esse foi um dos temas tratados durante o Fórum +Competitividade Brasil, realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham-Curitiba). O evento reuniu cerca de 200 executivos de diferentes setores para debater os rumos das empresas brasileiras no mercado global.

O Fórum contou com palestrantes de reputação internacional: o presidente do Conselho de Administração da Amcham Brasil, Hélio Magalhães; o diretor do Renaissance Executive Forums, Ricardo Cipullo; e o diretor do BricLab da Universidade Columbia, Marcos Troyjo.

Hélio Magalhães apresentou um diagnóstico da atual situação econômica: “O Brasil tem 3,1%% do PIB do mundo, mas representa apenas 1,2% do comércio global”. Magalhães, que já presidiu o Citibank Brasil e o American Express, também comentou sobre os pilares do Programa +Competividade da Amcham, que auxilia empresas brasileiras a ganharem espaço no mercado e se tornarem mais produtivas.

Já Ricardo Cipullo trouxe sua experiência como CEO para comentar os desafios brasileiros. Segundo o executivo, um dos grandes obstáculos a superar é o isolamento do país em relação aos demais mercados. “Se quisermos uma indústria mais competitiva é preciso abrir nosso mercado”, afirmou. Enquanto isso não acontece, Cipullo destacou que o objetivo das empresas deve ser otimizar seus processos internos e investir em produtividade. “Não podemos esperar que o Brasil se resolva para sermos competitivos. A tarefa é difícil, mas não impossível”, concluiu.

O economista e cientista político Marcos Troyjo, diretor do BricLab da Universidade Columbia (Nova York), trouxe ao evento uma perspectiva macroeconômica. O núcleo de pesquisa estuda o papel dos países pertencentes ao grupo de cooperação econômico-financeira formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul na economia global. Troyjo fez uma análise do cenário econômico, concluindo que a situação é favorável ao país, mas será preciso resolver questões internas para aproveitar a oportunidade. “Dentre todos os países que emergiram nos últimos anos, se tornando mais poderosos e prósperos, a característica comum foi adotar uma estratégia de adaptação competitiva às mudanças da globalização.”

Segundo o professor, o mercado global hoje traz características protecionistas – o que chama de “desglobalização”. No entanto, a tendência é que esse fenômeno seja passageiro. “As empresas devem se preparar para um processo de ‘reglobalização’ nos próximos 15 a 20 anos”, avaliou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Categoria: Eventos
Tags: Amcham-Curitiba, Brasil, Emergente, Imergente

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