Especial

Dia dos Namorados na Mercadoteca

Publicado por Guia Amo Curitiba em 09/06/2016 às 00h01

Dia dos Namorados na Mercadoteca: presentes, alta gastronomia e boa música em um só lugar

Os apaixonados vão encontrar tudo o que precisam para o dia 12 de junho. E solteiros também contarão com promoções especiais.

mercadoteca

Tábua de frios especial de Dia dos Namorados, da Bom Vivant da Mercadoteca, com queijo brie, mel e presunto.

O primeiro Dia dos Namorados da Mercadoteca será muito especial, com um fim de semana inteiro dedicado aos apaixonados. O mercado gastronômico preza pela praticidade e proporciona aos namorados a possibilidade de adquirir em um só lugar desde o presente, até ingredientes para uma refeição que será feita em casa e, claro, a vantagem de almoçar ou jantar com qualidade e bom preço nos restaurantes do local.

A festa preparada pela Mercadoteca conta com a participação do DJ Marcelo Neves, embalando os apaixonados no sábado (11), das 18h às 22h, além de dicas e promoções nas redes sociais, como o sorteio de vouchers no valor de R$ 40, válido em todas as lojas do estabelecimento.

Presentes e conveniência

As flores são um presente clássico, que enche os olhos e o coração de quem as recebe. A Esalflores preparou um desconto especial de 15% para os clientes da Mercadoteca. A promoção vale para qualquer flor, planta ou arranjo, até o dia 11. “Nesta data, as rosas são sempre uma boa pedida, pois além de muito bonitas, lembram o amor”, conta Márcio Leão, gerente comercial da marca. As frutas, verduras e legumes da hortifrutigranjeira Harue também estarão com 15% desconto no fim de semana dos namorados.   

Quem busca opções criativas de presentes encontra os objetos descolados que a Platinox dispõe para a cozinha, como itens de decoração e acessórios. Aos adeptos de uma vida saudável, a cesta com os produtos naturais e orgânicos da Mundo Verde é a melhor pedida.

Espumantes também são sempre bons presentes. O Vino!Bar apresenta uma seleção primorosa para a data, com "Espumantes especiais, para amores especiais!". Quem for até a loja poderá adquirir o espumante Rivarose Brut Mediterranée, de R$ 120 por R$ 99, e o Jeane de Coste Blanc de Blancs, de R$ 75 por apenas R$ 66.

Para aqueles que apostam no preparo em casa, a Mercadoteca dispõe de ingredientes de primeira na Boutique da Carne e na Rosângela Pescados, com carnes e frutos do mar frescos e de alta qualidade.

Gastronomia

Os namorados que optarem pelo passeio até a Mercadoteca vão encontrar inúmeras opções para almoço, lanche ou jantar. O BonVivant, por exemplo, criou uma tábua de frios exclusiva para o Dia dos Namorados, com queijo brie, mel e presunto, e um preço ainda mais especial, R$35.

Se a escolha for almoçar ou jantar uma refeição completa, o chef Flávio Frenkel, do restaurante Anis Presto, traz um menu especial. No Tacontainer, Fujii e Al Baba, especializados respectivamente em comida mexicana, oriental e árabe, também é possível saborear pratos deliciosos. Para a sobremesa dos namorados, a Gelataio preparou uma doce surpresa, com um leve sorbet de morango com espumante.

Para os solteiros

A Doce Fado e o Degusto Café encontraram a solução perfeita para os descompromissados e criaram o jogo “Par Perfeito”, uma forma lúdica e divertida de unir casais. Os clientes que se identificarem como solteiros poderão participar do jogo de cartas para achar o par ideal e, quem sabe, encontrar um amor no dia 12. “Pensamos em uma maneira criativa para a data, já que nem todo mundo está comprometido nesta ocasião. O cliente que se identificar no caixa como solteiro ganhará uma carta que necessita de um par para ficar completa. Aqueles que encontrarem o par da carta ganharão um café da Degusto ou um Pastel de Belém da Doce Fado”, explica Margarida Faísca, sócia da Doce Fado.

Sobre a Mercadoteca

Inaugurada em novembro de 2015, em Curitiba, a Mercadoteca tem sido uma das principais opções para quem busca o melhor da gastronomia local. Lá, encontram-se deliciosas opções de refeições, sobremesas e bebidas, além de pratos típicos e sanduíches, tanto para consumo no local quanto para a viagem. O pátio oferece acomodações confortáveis e descoladas, com espaço kids e muito charme. No estacionamento, são 80 vagas, com funcionamento gratuito das 10h às 11h30, e 30 minutos de cortesia nos demais períodos do dia. Além da gastronomia, a Mercadoteca oferece um amplo leque de itens de panificação, açougue, peixaria, hortifruti, flores, entre outros. O empreendimento foi montado nos moldes dos mercados locais que são referência em todo o mundo, atraindo famílias e amantes da gastronomia para passeios de fim de semana, confraternizações, almoços rápidos no meio do expediente (combinando produtos das diferentes lojas) ou uma visitinha para comprar pão e aquele ingrediente "de última hora" que está faltando em casa. São muitas as opções "to go"!

 

www.mercadoteca.com.br

www.facebook.com/mercadoteca

www.instagram.com/mercadoteca/

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Categoria: Agenda, Especial
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Curiosidades de Curitiba: histórias de arrepiar

Publicado por Guia Amo Curitiba em 19/04/2015 às 00h01

O ataque ao Clube Concórdia, o assassinato que ronda o passado do Shopping Curitiba e três objetos no Museu do Holocausto que retratam as crianças que viveram durante a guerra. Veja também: um passeio entre sepulturas do Cemitério São Francisco de Paula

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O jazigo de Ascânio Miró: escultura em mármore de Carrara (Foto: Ligia Skowronski)

 

Tem arte no cemitério
Um passeio entre sepulturas parece um programa mórbido, mas, acredite, ele pode ensinar muito sobre arte e história. A pesquisadora Clarissa Grassi montou um guia de visitação no Cemitério Municipal São Francisco de Paula (Praça Padre João Sotto-Maior) e aponta três túmulos que merecem ser admirados.

André de Barros

Obra do escultor João Turim, exibe a imagem de uma mulher cercada por duas crianças com ramos de erva-mate. Uma homenagem ao caridoso enfermeiro na Guerra do Paraguai e provedor da Santa Casa de Curitiba entre 1920 e 1922.

Quadra 51, Rua 31, lote 1.

Ascânio Miró

A bela escultura branca de mármore de Carrara simboliza o movimento de ascensão aos céus e contrasta com o jazigo, feito de diabásio e rico em detalhes fundidos em bronze. No alto, a assinatura de Miró, que foi dono de um engenho de erva-mate.

Quadra 63, Rua 32, lote 5.

José Pedroso de Moraes

O túmulo desse famoso vendedor de tapete foi construído em homenagem ao filho, morto em um acidente. Exibe belos traços modernistas, como o uso do concreto e de uma abertura de acrílico, pela qual se pode ver a cripta.

Quadra 100, Rua 61, lote 45.

MAIS:

Abrigo antiaéreo?

No fim dos anos 30, quando a atual sede do Colégio Estadual do Paraná (Avenida João Gualberto, 250, Alto da Glória, 3234-5633) começou a ser pensada, essa ideia não tinha nada de absurdo. A II Guerra Mundial estava prestes a acontecer e as notícias de bombardeios corriam o mundo. Os alunos da escola, que estava localizada em outro endereço, se mobilizaram para arrecadar fundos para a construção do prédio, inspirado na Academia Militar das Agulhas Negras. A área projetada não é tão diferente do resto do edifício, inaugurado em 1950. “É apenas mais resistente a impactos e a deslocamentos fortes de ar”, diz o arquiteto Marco Nogara, estudioso do tema. O local nunca foi usado para esse fim e hoje abriga sala de teatro e almoxarifado.

 

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O libanês Omairi: testemunha e vítima do quebra-quebra de 1959 (Foto: Ligia Skowronski)

 

Tudo por um pente

Aos 73 anos, o libanês Fouad Omairi guarda na memória as cenas da Guerra do Pente, ocorrida na Praça Tiradentes em 8 de dezembro de 1959. Na época, assim como ele, a maioria dos imigrantes mantinha seus negócios ao redor da praça, a mais antiga da cidade. Toda a confusão começou no estabelecimento de um deles, também libanês, quando um freguês entrou para comprar um simples pente. Há divergências sobre o que se passou: dizem que o dono da loja recusou-se a emitir a nota fiscal; na versão de Omairi, o cliente teria chamado o comerciante de “burro”. Para historiadores, a briga serviu só de pretexto para a revolta da população, insatisfeita com os governantes. O fato é que o cliente acabou com a perna quebrada e o tumulto se espalhou. Localizado a 100 metros da praça, o mercadinho Beirute, de Omairi, não escapou do quebra-quebra. “Meus prejuízos não foram muitos, mas Curitiba ficou tomada pelo Exército”, recorda-se. O episódio só terminou três dias depois.

Crime e castigo

Aberto em 1996, o Shopping Curitiba conserva a fachada do prédio de 1881, que sediou um quartel do Exército, cenário do desfecho de um dos crimes mais famosos da cidade: o assassinato de Maria da Conceição Bueno. Na noite de 29 de janeiro de 1893, ela foi a um baile sozinha, contra a vontade de seu affair, o praça Inácio Diniz, aquartelado naquela ocasião. Irado, ele saiu escondido e matou Maria com um punhal, na Rua Vicente Machado. Depois, voltou ao quartel e jogou a arma em um poço. Ele foi absolvido por falta de provas e Maria virou uma espécie de santa popular. No ano seguinte, Diniz foi apanhado com mulas roubadas, levado preso ao quartel e fuzilado no pátio. Quem visita o túmulo de Maria, no Cemitério São Francisco de Paula, não tem dúvida: foi castigo divino.

Atmosfera de guerra

Em 1942, em plena II Guerra Mundial, o clima de conflito também pairava em Curitiba. Inaugurado em 1887, a sede do Clube Concórdia (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 815, São Francisco, 3222-8685), hoje um tradicional salão de festas da cidade, foi alvo de vandalismo por abrigar uma associação de cantores alemães. Vidros, cadeiras e mesas foram quebrados, e um piano, arremessado do palco. Em 1919, já havia permanecido fechado por 21 meses — à época, conhecido pelo nome em alemão, Verein Deutscher Sängerbund (Associação de Cantores Alemães), ainda exibido na fachada.

TRÊS PEÇAS QUE RETRATAM AS CRIANÇAS DO HOLOCAUSTO

Expostas no Museu do Holocausto de Curitiba (Rua Coronel Agostinho Macedo, 248, Bom Retiro, 3093-7462), três réplicas testemunham a triste vida de quatro crianças judias durante a II Guerra Mundial:

A boneca de Zofia Burowska

Zofia tinha 16 anos quando os nazistas invadiram seu país, a Polônia. Separada dos pais, ela sobreviveu ao campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha. Terminada a guerra, recuperou a boneca em Cracóvia e a doou ao Museu do Holocausto de Washington, que fez a réplica curitibana.

O jogo dos irmãos Glass

Espécie de banco imobiliário, o jogo de tabuleiro surgiu no gueto de Theresienstadt, na antiga Checoslováquia. No lugar de imóveis comerciais e residenciais, as estações do jogo são prisão, quartel, posto de guarda nazista... Os irmãos checos Pavel e Tomas Glass (na época com 8 e 10 anos), que perderam a família em Auschwitz, emigraram para Israel carregando o jogo, cujo original está no Museu do Holocausto de Jerusalém.

O violino-bomba de Motele

Quando tinha 12 anos, o ucraniano Mordechai “Motele” Schlein juntou-se secretamente a guerrilheiros soviéticos depois de presenciar o assassinato de seus pais. Em 1943, foi chamado para entreter as refeições de soldados nazistas com seu violino e decidiu deixá-lo escondido no clube para voltar com a caixa do instrumento, nas noites seguintes, cheia de explosivos. Com 18 quilos de bomba, Motele explodiu o edifício em uma missão suicida, que matou vários nazistas. Guardado por um guerrilheiro, o violino Stradivarius original pertence ao Museu da História do Holocausto de Jerusalém, que executou e doou a réplica curitibana em 2009.

 

Fonte: vejabrasil.abril.com.br

 

 

Categoria: Especial, Sobre a cidade
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Curiosidades de Curitiba: endereços inusitados

Publicado por Guia Amo Curitiba em 18/04/2015 às 00h01

Os "causos" da Rua XV de Novembro, o Vagão do Armistício, com gravuras de Poty Lazzarotto, e um lugar especial para ver imagens reais do céu da capital

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Constelações no planetário da PUC: um software faz projeções reais do céu da cidade (Foto: João Borges/Divulgação)

 

O céu é o limite
A capital paranaense tem, em média, apenas trinta noites de céu aberto por ano. Quem afirma é o professor de astronomia João Carlos de Oliveira. Isso significa que não é fácil identificar constelações e eventos astronômicos corriqueiros, normalmente vistos a olho nu. E, mesmo nessas raras ocasiões de maior visibilidade, as luzes da cidade podem ofuscar ainda mais os astros. Mas nem tudo está perdido. Há um endereço capaz de remediar a curiosidade dos curitibanos: o FTD Digital Arena, na PUC-PR (Rua Imaculada Conceição, 1155, Prado Velho, 3271-6322). Aos sábados, às 16h (28 reais), o planetário digital faz projeções reais do céu da cidade geradas por um software. Em uma cúpula de 14 metros de diâmetro, dá para ver os eventos celestes ocorridos na semana, faça chuva ou faça sol. Alguns fenômenos já estão previstos, como a chuva de meteoros com restos do cometa Halley, que será exibida no dia 9 de maio.

Leitores fiéis
Por entre suas prateleiras, erguidas em 1968, era comum encontrar o artista Poty Lazzarotto folheando livros de música e o escritor Dalton Trevisan escolhendo obras para doar à Biblioteca Pública do Paraná. Hoje, os quase 100 000 títulos disponíveis na Livraria do Chain (Rua General Carneiro, 441, Alto da Glória, 3264-3484) ainda atraem diferentes gerações de estudantes e intelectuais da cidade. O mentor e guardião da loja é o proprietário, Aramis Chain. Entusiasta da cultura paranaense, o livreiro de 72 anos tem o costume de espalhar pela loja recortes de jornais sobre as mazelas do país e vive de olho no movimento dos clientes — faz questão de afugentar pessoalmente qualquer um que tente lhe roubar algo.

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Washington Takeuchi: uma de suas descobertas foi o Vagão do Armistício (Foto: Ligia Skowronski)

 

O blogueiro curioso

De olhar aguçado, Washington Takeuchi tornou-se um especialista em caçar curiosidades pela cidade. O engenheiro eletricista é também fotógrafo e criador do blog Circulando por Curitiba, no qual compartilha as descobertas que faz em suas andanças. Entre os registros que mais o emocionaram desde a criação do blog, em 2009, Takeuchi destaca a inusitada casinha de madeira que fica no Cartório Cajuru(Avenida Presidente Affonso Camargo, 763, Cristo Rei, 3262-3553). A construção, antes um estábulo, foi transformada numa cantina, em 1937, por Isaac Lazzarotto e Julia Tortato, pais do ilustrador Poty Lazzarotto. O atual proprietário, João Lazzarotto, irmão de Poty, comprometeu-se a proteger o local, chamado de Vagão do Armistício e cujo teto exibe gravuras do artista. “É uma relíquia”, diz, encantado, o blogueiro.

A rainha do beijo

Nos anos 70 e 80, o quarteirão da Rua XV de Novembro conhecido como Boca Maldita era o reduto de Gilda — ou melhor, Rubens Aparecido Rinke, um travesti barbudo, que desfilava usando batom vermelho e vestido ou saia sobre a calça e provocava quem passasse. “Cinco cruzeiros ou um beijo”, dizia, antes de rapidamente tentar tascar um beijo na boca de quem não lhe atendesse. Em 1983, quando foi encontrado morto, curiosos se concentraram diante do antigo Hotel Braz (hoje, Slaviero Slim Centro) para fazer uma homenagem. Flores, bilhetes e uma placa de bronze foram colocados no monólito que marcava a Boca Maldita. Mas hoje a história ficou apenas na memória de quem viveu aqueles tempos.

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Yochida: personagem histórico do Mercado Municipal (Foto: Ligia Skowronski)

 

Cabelo, barba e bigode

Poucos sabiam pronunciar seu nome em japonês e ele acabou conhecido como seu Antônio. Ao lado do irmão e do pai, Chiguenobu Yochida montou a barbearia do Mercado Municipal (boxe 375) quatro anos depois da inauguração do local, em 1958, e tornou-se um dos personagens mais queridos por seus frequentadores. Aos 79 anos, com dificuldades de audição, ele recebe os vinte clientes diários por ordem de chegada. De acordo com ele, o movimento costumava ser maior entre os anos 50 e 70, quando o centro de abastecimento era o mais importante da cidade. “Não tinha tanto turista. O mercado agora ficou bonito, mas virou shopping”, reclama. Se o entorno mudou, o mesmo não se pode dizer da barbearia: as duas cadeiras utilizadas por Yochida têm entre 65 e 80 anos. Vale a pena dar uma espiada.

Pintura no bonde

Quem foi criança na Curitiba dos anos 70 e 80 certamente se recorda da cena que se repetia a cada manhã de sábado na Rua XV de Novembro: de ponta a ponta do calçadão da Rua das Flores, um longo rolo de papel era estendido no chão para que a criançada, munida de pincel e tinta, “pintasse o sete”. Pouca gente sabe, porém, que a origem desse programa infantil teve motivação política. Jaime Lerner, então prefeito, determinou o início da brincadeira em maio de 1972, exatamente um dia após a inauguração do lugar. Seu objetivo era evitar que os comerciantes descontentes com a obra fizessem qualquer tipo de protesto sobre rodas por ali. Nos anos 90, a atividade foi transferida para um espaço menor, perto do Bondinho da Leitura, onde é realizada até hoje (sáb., 10h/12h).

 

Fonte: vejabrasil.abril.com.br

 

Categoria: Especial, Sobre a cidade
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Curiosidades de Curitiba: arte e cultura

Publicado por Guia Amo Curitiba em 16/04/2015 às 00h02

Os tesouros do MON, a volta da Ópera de Arame, os objetos de design do Pátio Batel e os vampiros na sacada do Solar do Rosário

 

Arte e cultura guia amo curitiba

 

As relíquias da antiga matriz: peças chegaram a ser abandonadas num terreno baldio

 

A saga dos altares

O belíssimo par de altares e retábulos da antiga igreja matriz de Curitiba percorreu um longo caminho até encontrar abrigo no Memorial de Curitiba (Rua Doutor Claudino dos Santos, 79, São Francisco, 3321-3313), onde está atualmente. Com 6,5 metros de altura por 3,8 de largura cada uma, as peças talhadas em cedro maciço e folheadas a ouro e prata vieram de Portugal no fim do século XVIII e, por 94 anos, ornaram a matriz, demolida em 1876. Depois disso o conjunto perambulou por vários endereços. Chegou a ser abandonado em um terreno baldio. Recuperado pelo historiador Júlio Moreira, em 1950, permaneceu no Museu Paranaense por mais de vinte anos até ser restaurado. Em 1973, os retábulos seguiram caminhos diferentes: um deles ganhou refúgio em uma igreja de Paranaguá e o outro foi para o acervo do Museu de Arte Sacra de Curitiba. A saga só chegou ao fim em 1996, quando as relíquias foram reunidas (ufa!) na inauguração do memorial da cidade.

MAIS:

O museu de grandes novidades

Mais de 10 000 moedas, cédulas e medalhas compõem a respeitável coleção de numismática do Museu Paranaense (Rua Kellers, 289, Alto São Francisco, 3304-3300). Entre esses milhares de objetos, há um tesouro arqueológico de valor incalculável: 25 moedas romanas, algumas datadas de 300 anos antes de Cristo. “Há peças que não estão nem no catálogo do Museu do Louvre”, diz o historiador Renato Carneiro, diretor do museu. Cunhadas em prata e bronze, as moedas foram identificadas em dezembro de 2014 pelo professor da Universidade Federal de Alfenas Cláudio Umpierre Carlan, especialista no tema. Antes exposta em uma vitrine comum, a preciosa coleção está agora guardada na reserva técnica do museu e volta a ser exibida ao público em maio, em um novo mostruário de vidro equipado com alarme.

 

Ópera de arame guia amo curitiba

 

O gigante está de volta

Está quase finalizada a maior reforma já feita na Ópera de Arame (Rua João Gava, s/nº, Pilarzinho) desde sua abertura, em 1992. O palco foi renovado, assim como as 1 400 cadeiras de tela de arame, que ganharam almofadas nos assentos e nos encostos. Nos 32 camarotes do segundo andar, o piso, antes vazado, foi coberto com chapas de alumínio – um alívio para as mulheres de saia. A nova cobertura de policarbonato deu jeito nos problemas de acústica e nas infiltrações. Fechada por dois anos, a estrutura passou num teste difícil, em novembro de 2014, ao receber o espetáculo Queen Symphonic Tribute por três noites. Músicos e produtores aprovaram o novo teatro, tanto que voltarão em agosto para mais shows. A Ópera já está com a agenda aberta e continua a receber eventos não artísticos, como formaturas (alugar o espaço para receber o diploma custa 25 000 reais).

Compras, diversão e arte

Em que lugar da cidade é possível testar o conforto de uma icônica cadeira do designer Sergio Rodrigues (1927-2014) ou se esparramar em um banco feito com resíduos florestais pelo artista gaúcho Hugo França, semelhante aos que existem nos parques de Nova York e no Instituto Inhotim, em Minas Gerais? Ou, ainda, ver uma escultura de Artur Lescher e admirar bem de pertinho criações do austríaco Martin Ogolter, cujas fotos já serviram para estampar até capa de disco do Led Zeppelin? Se o leitor pensou em um museu ou galeria de arte contemporânea, errou. Tais obras podem ser vistas, tocadas e usadas nos corredores do Pátio Batel, mais conhecido pelas peças de grifes como Dolce & Gabbana, Michael Kors e Prada, entre outras marcas, que reluzem em suas vitrines. As visitas guiadas (3091-8370)começaram no último dia 13.

 

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Tela de Amilcar de Castro: a obra estará exposta no MON a partir de abril (Foto: Divulgação)

 

O guardião de tesouros

Em fevereiro deste ano, o acervo do Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico, 3350-4400) ganhou um reforço de origem incomum. São as 48 obras de arte apreendidas pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato — que investiga o esquema de corrupção na Petrobras —, confiadas ao museu para preservação e manutenção. Quem está curioso para ver de perto essas peças já pode se programar: em abril, a mostra Obras sob a Guarda do MON deve exibi-las com outras dezesseis telas entregues ao acervo na primeira etapa da investigação, ocorrida em 2014. O conjunto reúne gravuras do espanhol Salvador Dalí e trabalhos de Vik Muniz, Amilcar de Castro, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Daniel Senise, entre outros artistas brasileiros. O público também pode aproveitar a visita para conhecer mais uma joia escondida: a biblioteca do MON, especializada em arte, arquitetura e design. Além dos 9 000 títulos, ela guarda preciosidades, como os depoimentos em vídeo de artistas que já tiveram suas obras expostas no museu. O último a entrar para a coleção foi o fotógrafo Sebastião Salgado, em cartaz com a individual Genesis até 5 de abril.

Os vampiros na sacada

Poty Lazzarotto (1924-1998) sempre esteve entre os artistas preferidos de Regina Casillo, proprietária do Solar do Rosário (Rua Duque de Caxias, 4, 3225-6232). Em 1994, dois anos depois de inaugurar seu espaço cultural em um casarão do Centro Histórico, ela encomendou ao amigo uma obra que eternizasse a fachada do local. Regina percebeu que ele aceitaria o convite quando o viu solitário, trabalhando do outro lado da rua. “Chegamos a oferecer um chá para recebê-lo, mas, como era esperado, devido a sua personalidade, ele não entrou.” Poucos dias depois, Poty foi pessoalmente entregar-lhe a serigrafia, que retrata a época em que a região ainda atraía tropeiros. Mas algo a intrigou: o que Poty quis expressar com os três homens na sacada a espreitar a noite? “São os vampiros do (Dalton) Trevisan”, contou-lhe o artista, em uma homenagem ao escritor com quem trabalhou por quatro décadas. Batizada de Solar do Rosário, a serigrafia teve uma tiragem única, já esgotada, de 100 cópias e integra o acervo de 1 000 obras do Solar, que ainda promove cursos e tem um agradável café.

 

Fonte: vejabrasil.abril.com.br

 

Categoria: Especial, Sobre a cidade
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Curiosidades de Curitiba: cervejas e bares

Publicado por Guia Amo Curitiba em 14/04/2015 às 00h01

A Bodebrown oferece um tour que mostra o processo de produção de suas bebidas. E mais: dois bares redutos de figuras famosas

 

Bares Guia Amo Curitiba

Sheridan’s Irish Pub: reduto de roqueiros famosos (Foto: Ligia Skowronski)

 

Para beber e aprender
O cheiro da cerveja fermentando nos tanques da fábrica pode não ser agradável, mas é comparável ao melhor dos perfumes para aqueles que apreciam a bebida. Na visita guiada à Bodebrown (Rua Carlos de Laet, 1015, Hauer,www.bodebrown.com.br), que mostra como são feitas birras como a Cacau IPA e a Wee Heavy, é possível conferir esse e outros aromas. O tour etílico ocorre durante a semana à tarde e aos sábados pela manhã, somente com agendamento (3082-6354). A fábrica também recebe gente interessada em encher seus growlers. Eles são vendidos por 99 reais e, no retorno, pagam-se 15 reais pelo litro da cerveja fresca do dia. Há ainda cursos como empreendedorismo e iniciação na produção de cerveja de panela.

 

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MAIS:

Reduto dos roqueiros

Não é raro esbarrar com roqueiros famosos no Sheridan’s Irish Pub (Rua Bispo Dom José, 2315, Batel, 3343-7779). O bar já acolheu os músicos do britânico Motörhead e os escoceses do Nazareth, que chegaram até a dar uma canja. Nenhum episódio, porém, ficou tão célebre quanto a passagem do Iron Maiden, em 2008. Depois de comer e beber em um espaço reservado, os músicos se misturaram aos clientes. Dizem que o guitarrista Janick Gers só se incomodou com o assédio quando foi abordado por um fã no banheiro. O gerente, Ricardo Farah, diz que tudo correu tranquilamente. “Eles interagiram com os fãs e deram autógrafos.”

O palco do comendador

Um segurança e uma recepcionista foram, durante oito anos, a única barreira entre o ator Alexandre Nero e os frequentadores do Aoca Bar (Rua Treze de Maio, 600, 3324-6592). De 1999 a 2007, muito antes de se tornar celebridade no papel do comendador José Alfredo da novela Império, o ator curitibano circulava sem cerimônia no meio do público antes ou depois de subir ao palco para tocar violão, cavaquinho e cantar com a banda Maquinaíma. Misto de espaço cultural e bar, o lugar, capitaneado pelos irmãos Beto e Gladimir Sebaje, continua de braços abertos para as bandas locais, que se apresentam de quinta a sábado, a partir das 21h. Entre uma cerveja e outra, o público, dos 20 aos 40 anos, curte uma programação eclética, que vai do rock ao forró.

 

Fonte: http://vejabrasil.abril.com.br/

 

Categoria: Especial, Sobre a cidade
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Curiosidades de Curitiba: gastronomia

Publicado por Guia Amo Curitiba em 11/04/2015 às 00h01

A cidade tem uma das maiores concentrações de estabelecimentos com mais de quarenta anos em atividade no país – vários deles já ultrapassaram a marca de um século

estabelecimentos gastronômicos Guia Amo Curitiba

Velho Madalosso: quinze pratos no rodízio italiano (Foto: Ligia Skowronski)

 

1904 - BAR STUART
Praça General Osório, 427, centro, 3323-5504.
Especialidade: a porção de testículo de boi (30 reais), atração do cardápio desde 1974.
Curiosidade: durante cinco anos, entre 1965 e 1970, as mulheres só podiam entrar no local devidamente acompanhadas de um homem. Na época, existiam muitas casas noturnas ao redor, e o objetivo do proprietário era um só: evitar que prostitutas circulassem ali em busca de clientes, prejudicando a reputação do bar.
 
1913 - PADARIA AMÉRICA
Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 942, São Francisco, 3223-4825 e 3233-1871.www.americapadaria.com.br.
Especialidade: broa de centeio (20,70 reais o quilo)
Curiosidade: o dono abriu a padaria ao lado da cervejaria Gloria, fundada por seu pai em 1885. Por isso, no início, o fermento usado nos pães vinha do processo de fabricação da cerveja.
 
1925 - BAR MIGNON
Rua XV de Novembro, 42, centro, 3222-3216.
Especialidade: sanduíche de pernil com cebolinha (10 reais)
Curiosidade: entre 1940 e 1980, o bar funcionava 24 horas, todos os dias, coisa rara para a época.
 
estabelecimentos gastronômicos guia amo curitiba
Bar Palácio: churrasco paranaense (Foto: Ligia Skowronski)
 
 
1930 - BAR PALÁCIO
Rua André de Barros, 500, centro, 3222-3626.
Especialidade: churrasco paranaense (38,50 reais), uma chuleta assada na hora servida com salada de cebola, farofa e arroz.
Curiosidade: a receita era a preferida do poeta Paulo Leminski, cliente assíduo no fim de noite.
 
1945 - CONFEITARIA DAS FAMÍLIAS
Rua XV de Novembro, 374, centro, 3223-0313.
Especialidades: bomba de creme com chocolate (6 reais a unidade) e rosquinha espanhola (70 reais o quilo).
Curiosidade: a receita do creme da bomba é secreta. Hoje, só dois confeiteiros sabem executá-la.
 
1950 - CHURRASCARIA ERVIN
Rua Mateus Leme, 2746, Centro Cívico, 3252-5347 e 3076-5348.www.churrascariaervin.com.br.
Especialidade: filé com mignon acompanhado de maionese, salada de cebola, tomate, pepino e pão (79,70 reais, para duas pessoas).
Curiosidade: o local passou a servir carne por volta de 1955 e somente aos domingos. Antes, era uma espécie de bar-sorveteria, que oferecia também pratos para viagem.
 
1963 - VELHO MADALOSSO
Avenida Manoel Ribas, 5852, Santa Felicidade, 3273-1014.www.velhomadalosso.com.br.
Especialidade: rodízio italiano com quinze pratos (44 reais por pessoa)
Curiosidade: começou com apenas 24 lugares. Agora, somando o Velho e o Novo Madalosso, é possível atender 5 200 pessoas simultaneamente.
 
estabelecimentos gastronômicos guia amo curitiba
Bar do Victor: moqueca capixaba de camarão
 
 
1969 - BAR DO VICTOR
Rua Lívia Moreira, 284, São Lourenço, 3353-1920. www.pierdovictor.com.br.
Especialidade: moqueca capixaba de camarão (96 reais, para duas pessoas), com arroz, pirão e farofa de azeite de dendê.
Curiosidade: o restaurante foi aberto na Rua Mateus Leme, em frente à casa de Cecílio do Rego Almeida. O movimento passou a incomodar o empresário, que, depois de várias brigas, comprou o terreno onde hoje funciona o estabelecimento e propôs a troca, ocorrida em 1982.
 
Categoria: Especial, Sobre a cidade
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Curiosidades de Curitiba: memórias do Barigui

Publicado por Guia Amo Curitiba em 10/04/2015 às 00h01

Com 1,4 milhão de metros quadrados, ele foi implantado em 1972 e é hoje o parque mais frequentado da capital, com uma média semanal de 170 000 visitantes

 

Parque barigui guia amo curitiba

 

Parque Barigui: o lago que já secou no passado (Foto: Ligia Skowronski)

 

Passeio de bonde

Uma linha de bondes puxados por mulas circulou pelo parque Barigui (Rodovia do Café, BR-277, km 0, Santo Inácio, 3339-8975) em 1978. O veículo era uma réplica do primeiro meio de transporte coletivo da cidade, também puxado por mulas, que funcionou até o início do século XX. O bonde do parque funcionou por poucos meses, já que as mulas não aguentaram o trabalho — enquanto os vagões originais levavam quinze passageiros e deslizavam por trilhos, a réplica carregava até quarenta pessoas e movia-se sobre rodas de motocicleta.

Quando o lago secou

Originalmente, o lago do parque deveria servir para a prática de esportes náuticos — uma regata de remo chegou a ser realizada em 1977. Mas a poluição trazida pelo Rio Barigui acabou frustrando o projeto. Das inúmeras obras realizadas para salvar o lago, a mais dramática ocorreu em 1986, quando suas comportas precisaram ser abertas. O escoamento dos 255 milhões de litros de água demorou duas semanas e a área de 230 000 metros quadrados ficou seca por mais de um ano. 

Ano-Novo polêmico

Mais de 50 000 pessoas passaram a virada de 1999 para 2000 no réveillon organizado pela prefeitura. Mas, por pouco, a celebração não ocorreu. O Ministério Público do Paraná, acatando o apelo de ambientalistas, havia recomendado a transferência do evento sob a justificativa de que o show pirotécnico poderia afugentar as aves. A prefeitura não voltou atrás, e a festa aconteceu. Hoje os bichos não correm mais esse risco: um decreto criado em 2008 proíbe eventos de grande porte no parque.

Palco para a realeza

Em 29 de março de 2003, o aniversário de 310 anos da cidade foi comemorado no parque com um grande show do cantor Roberto Carlos. Cerca de 60 000 pessoas lotaram o gramado para assistir ao rei. Bem menos atenção popular teve a visita de outra majestade: o imperador Akihito, do Japão, esteve ali em junho de 1997 e foi recebido por 12 000 membros da comunidade nipo-brasileira.

A ponte do amor

Uma romântica tradição de Paris está sendo copiada em Curitiba. Os chamados “cadeados do amor”, que na capital francesa chegaram a abalar a estrutura da Pont des Arts, sobre o Rio Sena, passaram a decorar também a ponte do vertedouro do parque. Símbolo de união de casais apaixonados, os cadeados não agradam a todos os frequentadores, mas a prefeitura não pretende remover os objetos. Segundo a administração, a ponte tem condições de suportar o sobrepeso causado por eles.

 

Fonte: http://vejabrasil.abril.com.br/

Categoria: Especial, Sobre a cidade
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Curiosidades de Curitiba: nos passos do imperador

Publicado por Guia Amo Curitiba em 09/04/2015 às 00h01

Em maio de 1880, Dom Pedro II registrou em um diário sua passagem pela cidade. Na companhia de Teresa Cristina, visitou pontos importantes e não economizou nos elogios

Imperador Guia Amo Curitiba

 

Registros da passagem do imperador pela cidade, ao lado de Teresa Cristina

 

1. “Grande entusiasmo sempre e sobretudo na cidade, aonde cheguei à bela casa que habito, às 3 horas.” Quase toda a população foi às ruas no dia 21 de maio de 1880 para receber o imperador, que hospedou-se com Teresa Cristina no sobrado do comendador Antonio Martins Franco, no Largo da Matriz, atual Praça Tiradentes. No imóvel, na esquina da Rua Monsenhor Celso, funciona hoje uma loja de departamentos.

2. No dia seguinte, Dom Pedro II saiu às 7 horas da manhã para conhecer o Museu Paranaense, que ficava no Largo da Fonte, hoje Praça Zacarias. “Está bem arranjado e é curioso na parte de história natural, mineralogia e sambaquis”, elogiou.

3. O próximo compromisso foi o mais importante da visita a Curitiba: a inauguração do hospital da Santa Casa de Misericórdia (leia mais na pág. 31). “Está bem situado. Ouvi missa na capela que é de bonitas madeiras, das quais uma é o lindo cipó-florão.”

4. Depois do jantar, às 16 horas, o imperador se deslocou à Chácara Capanema, onde agora fica o Jardim Botânico. Foi um dos passeios mais divertidos para ele, que era um entusiasta da botânica. “Chácara Capanema em lindo lugar. Vasta e muito bem plantada”, escreveu, admirando o horto, com sua estufa e muitas árvores frutíferas. Quando o passeio terminou já havia anoitecido. “Voltei com belíssimo luar e céu admirável.”

5. Dom Pedro II esteve também em algumas colônias de imigrantes. Não há anotações no diário a esse respeito, mas no livro Orleans – Um Século de Subsistência (1976), o historiador Ruy Christovam Wachowicz relata que poloneses da Colônia Orleans aproveitaram a visita para pedir ajuda na construção de uma igreja. O imperador prometeu então enviar uma imagem de Santo Antônio e dois sinos. A imagem sumiu, mas os sinos ainda estão na Paróquia Santo Antônio de Orleans, na BR-277. E funcionam.

 

Fonte: http://vejabrasil.abril.com.br/

 

Categoria: Especial, Sobre a cidade
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Curiosidades de Curitiba: meio ambiente

Publicado por Guia Amo Curitiba em 08/04/2015 às 00h01

Confira quais são as árvores tombadas pelo Patrimônio Histórico e números importantes do Horto Florestal da Barreirinha. Mais: de onde saiu a primeira água encanada da cidade

meio ambiente guia amo curitiba

 

O angico-branco, na Praça da França, e a paineira, no Bom Retiro: patrimônios protegidos (Foto: Ligia Skowronski)

Nelas ninguém mexe

A vistosa paineira bem no meio da Praça General Werner H. Gross, no Bom Retiro, é uma das árvores mais curiosas da capital. Além de ser alta, ela está fincada em um ponto bastante elevado da cidade — daí a presença de um para-raios ao longo de seu tronco. Por que tanta precaução? Explica-se: única sobrevivente da mata nativa que um dia existiu ali, a paineira tornou-se uma das oito árvores da capital tombadas pelo Patrimônio Histórico do Paraná, título que as protege de ser cortadas ou até mesmo podadas — a menos que estejam doentes, caso da corticeira atacada por broca, na Rua Carmelo Rangel, derrubada em 2009. O mesmo destino pode ter o angico-branco da Praça da França, no Seminário, cujas raízes apodrecidas são monitoradas pela prefeitura. Fora de perigo por enquanto estão cinco tipuanas — quatro delas na Praça Santos Dumont — e uma ceboleira em terreno particular, no Água Verde.

MAIS:

Patrimônio verde

Mais de 40% dos 178 000 metros quadrados de área do Jardim Botânico (Rua Engenheiro Ostoja Roguski, 3264-6994) estão reservados a um bosque de preservação permanente, aberto apenas para grupos escolares. Outro tesouro está no herbário do Museu Botânico. Com cerca de 400 000 amostras de plantas secas, ele possui o quarto maior acervo do país e atrai pesquisadores do mundo todo. “Há exemplares de praticamente 100% da flora paranaense conhecida”, diz o curador Osmar dos Santos Ribas, que mantém catalogadas 6 524 espécies nativas.

números meio ambiente guia amo curitiba

Horto Municipal da Barreirinha. Avenida Anita Garibaldi, 5550, 3585-3171.

A primeira água encanada

Faz um bom tempo que a movimentada Praça Zacarias é protagonista no cotidiano da capital. A prova está exposta bem ali, na forma de um pequeno poste de bronze sextavado, de onde saem torneiras estilosas, trazidas da Europa num navio a vapor até o Porto de Antonina, por volta de 1870. A refinada peça é o chafariz por onde jorrou a água do primeiro encanamento da cidade. O líquido brotava de uma fonte a 500 metros de distância, na atual Praça Rui Barbosa. Num projeto ousado, tubos de cobre o levavam até o Largo da Ponte, antigo nome da Praça Zacarias. Hoje, o chafariz original está desativado e sem previsão para voltar a funcionar. Uma pena.

Meio ambiente guia amo curitiba

Passeio Público: o brinquedo remete ao balão de Maria Aida (Foto: Ligia Skowronski)

Uma (pequena) viagem de balão

O brinquedo em forma de balão colorido, no centro do playground do Passeio Público, faz referência ao balão — de verdade — que, em 1909, alçou aos céus de Curitiba a espanhola Maria Aida. A engenhoca partiu dali e, 900 metros adiante, perdeu altitude e enroscou-se na Catedral Metropolitana, deixando a aventureira pendurada nas cordas do balão. Reconhecida por sua ousadia, ela ganhou a homenagem 100 anos depois, como parte dos esforços da prefeitura para revitalizar o antigo parque.

O queridinho do zoo

Ele tem 10 anos, pesa 300 quilos e gosta de se exibir para as leoas, suas vizinhas no Zoológico de Curitiba (Rua João Miqueletto, s/nº, Alto Boqueirão, 3378-1221). O popular leão Rawell tem, porém, um passado bem triste. Ele nasceu em um circo no interior do estado e passou parte da vida em espaços minúsculos. Chegou a ser sequestrado de um criadouro em Monte Azul Paulista (SP) e levado para Maringá, onde foi resgatado. Também teve as falanges cortadas para impedir o crescimento das garras, procedimento condenado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. Ao chegar ao zoo, em 2014, mancava por causa da infecção decorrente da cirurgia. Hoje, vive dias bem melhores, rugindo em seu pedestal.

 

Fonte: http://vejabrasil.abril.com.br/

Categoria: Especial, Sobre a cidade
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Curiosidades de Curitiba: arquitetura

Publicado por Guia Amo Curitiba em 07/04/2015 às 00h01

Segredos do Castelo do Batel, relíquias da Santa Casa, a moderna residência Belotti e a inusitada Casa Estrela

Arquitetura Guia Amo Curitiba

 

O sótão do Castelo do Batel: mural de Miguel Bakun longe dos olhos do público (Foto: Ligia Skowronski)

Segredos do sótão

Quando o lugar foi a casa do ex-governador Moysés Lupion, entre 1947 e 1969, príncipes, presidentes e celebridades passeavam pelos salões e jardins da imponente construção, erguida nos anos 20 para ser a residência do cônsul da Holanda. O Castelo do Batel (Avenida do Batel, 1323, 3243-2359) também sediou um canal de televisão e serviu de locação para filmes antes de se tornar o palco de festas mais desejado da cidade. Quem sonha com um casamento ali desembolsa entre 25 000 e 42 000 reais pela locação e precisa se programar com muita antecedência — de tão lotada, a agenda para 2018 já tem procura. Quem entra no castelo, porém, passa longe do seu mais curioso tesouro: as pinturas de Miguel Bakun (1909-1963), que cobrem uma área de mais de 600 metros quadrados, entre paredes e teto, do Salão dos Papagaios, localizado no sótão. O artista paranaense fez o mural na década de 50, a convite de Lupion, e chegou a morar nas dependências do local durante os meses de trabalho. Hoje, o salão não está aberto ao público, mas é possível pedir para visitá-lo.

capela restaurada da Santa Casa Guia Amo Curitiba

A capela restaurada da Santa Casa (acima) e a ata de inauguração do prédio, assinada por dom Pedro II: passado recuperado (Foto: Ligia Skowronski)

Um velhinho novo em folha

Ele sediou a primeira cesariana do Paraná, em outubro de 1907. Hoje, com 283 leitos, é referência nacional em transplantes de coração. Às vésperas de celebrar seu 135º aniversário, o prédio da Santa Casa de Curitiba (Travessa Frei Caneca, s/nº, centro, 3320-3500), o primeiro hospital da cidade, nem aparenta a idade que tem. Inaugurada em 22 de maio de 1880 sob as assinaturas de dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, a construção acaba de passar por um processo de restauro que durou mais de doze anos. Detalhe: as obras tiveram de ser feitas com o hospital em funcionamento. Além de recuperar a pintura e a madeira originais da capela, o trabalho revelou surpresas, como frascos de remédio com rótulos centenários esquecidos no sótão e um elevador do século XIX que funcionava mecanicamente para transportar pacientes em macas. Fora de uso há décadas, chegou a ser transformado em armário. Agora ficará aberto, em exposição.

Ícone modernista

Projetada em 1953 pelo arquiteto Ayrton Lolô Cornelsen para os amigos Medoro e Nine Belotti, a construção do número 621 da Rua Doutor Faivre tornou-se referência modernista na cidade. Ao longo de 60 anos, foi vendida, virou refúgio de moradores de rua e perdeu as características originais. Recuperada por investidores, ressurgiu em 2013 com fachada em vermelho e branco e belas janelas, mas preservou o petit pavé na varanda e os painéis de cobogós. Hoje, sedia o Carmesim Espaço de Arte e Design (residenciabelotti.com.br), que reúne uma galeria de arte e um bistrô.

Mirante das letras

O centenário prédio Belvedere já foi observatório astronômico da UFPR e abrigou a Rádio Clube Paranaense, a primeira do estado. Isso graças à localização estratégica, no ponto mais elevado do centro, a Praça João Cândido. O imóvel de traços art nouveau andou abandonado nos últimos anos, mas, felizmente, isso começou a mudar. Com pintura nova, ele se prepara agora para servir de casa para a Academia Paranaense de Letras, que pela primeira vez em 79 anos terá sede própria.

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(Foto: Ligia Skowronski)

Era uma casa muito engraçada

Ele era contador e um conhecedor do esperanto, a língua criada para facilitar a comunicação entre os povos. Autodidata, Augusto de Castro decidiu projetar nas horas de folga um lar cuja aparência traduzisse a preocupação com a paz mundial. Escolheu uma estrutura em forma de estrela, que, segundo o esperanto, sugere a harmonia entre os continentes. A casa de madeira foi erguida pelo próprio Augusto, na Rua Zamenhof, no Alto da Glória, em 1930. Habitada pela família Castro até os anos 90, ela sofreu com as intempéries até ser identificada como uma joia arquitetônica pelos professores Key Imaguire Jr., da UFPR, e Claudio Maiolino, da PUC (Rua Imaculada Conceição, 1155), para onde foi transportada e restaurada. Maurício Castro, neto do fundador, conta que passou a infância circulando entre as cinco pontas da estrela. “A reinauguração da nossa casa em 2013 salvou algo único no mundo.” A visitação é de segunda a sexta (9h/18h).

Cenário de cinema

Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, o centenário Palácio Garibaldi (Praça Garibaldi, 12, São Francisco, 3323-3530) é hoje um dos lugares mais requisitados da cidade para festas de formaturas e casamentos — aos sábados, o aluguel do salão para 300 pessoas custa 4 000 reais. O prédio também já serviu de cenário para o filme Oriundi, último longa de Anthony Quinn (1915-2001). Vencedor de dois Oscar, o ator interpretou um imigrante italiano de 92 anos convencido de que uma parente distante, interpretada por Letícia Spiller, era a reencarnação de sua mulher, morta sessenta anos antes. “Foi ele quem escolheu o palácio como cenário principal da história. Quando viu o Garibaldi, descartou todas as outras locações”, conta o produtor Rubens Gennaro. Nos intervalos, Quinn e Paulo Autran (1922-2007), que também estava no elenco, matavam o tempo jogando bocha no jardim. Das filmagens, o palácio guarda uma lareira cenográfica, construída em uma das salas especialmente para a fita.

Paço Municipal Guia Amo Curitiba

Paço Municipal: inaugurado em 1916, abriga o primeiro elevador de Curitiba (Foto: Ligia Skowronski)

O primeiro elevador da cidade

Erguido sobre as ruínas de um antigo mercado, o Paço Municipal foi inaugurado em 1916. Depois da prefeitura, que funcionou ali até 1969, abrigou o Museu Paranaense, de 1973 a 2002. Em 2009, após ser restaurado, o belíssimo edifício com elementos de art nouveau voltou à ribalta como Paço da Liberdade (Praça Generoso Marques, 3234-4200). É preciso subir suas escadarias de peroba-rosa até o 4º e último andar para ver uma relíquia: o primeiro elevador da cidade, da marca Otis, trazido de navio do exterior. Hoje ele está fora de uso, mas sua manivela dourada e a porta pantográfica, de funcionamento manual, remetem a um tempo em que o ir e vir entre andares dispensava eletricidade. No passeio, pode-se apreciar ainda o gabinete do prefeito Cândido Ferreira de Abreu (1856-1919), idealizador do prédio, tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. Biblioteca, livraria, salas de cinema e exposições completam a visitação, de terça a sexta (10h/21h) e aos sábados (10h/17h) e domingos (11h/17h).

 

Fonte: http://vejabrasil.abril.com.br/

 

Categoria: Especial, Sobre a cidade
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